sábado, 29 de agosto de 2015

Óleo Essencial de Abeto (Abies balsamea)

Conhecido por «bálsamo-do-canadá», todos nós vemos no abeto a típica árvore-de-natal. Dominado pelo elemento Ar, o seu aroma recorda-nos imediatamente as florestas húmidas e frias das regiões montanhosas, e transporta-nos numa sensação de liberdade por paisagens amplas e puras. Os Índios norte-americanos ainda dele fazem uso em rituais xamânicos. 

Família: Pinaceae. 

English Name: Balsam Fir.
  
Origem: América do Norte e Rússia.

Partes Usadas: Gemas.

Aroma: Balsâmico e amadeirado, muito fresco.

Princípios Activos: Acetato de bornílico, canfeno, 3-canfeno dipenteno, acetato de bornilo, limoneno, santeno, cineol, lauraldeído, alpha-terpineol,  felandreno, borniol e pinenos.

Propriedades: Analgésico, descongestionante, rubefaciente, estimulante, desintoxicante, antioxidante, anti-séptico, antiescorbútico, expectorante e sedativo.

Fitoterapia Geral: É dos óleos mais empregues no tratamento da tosse, sinusite, gripes e constipações, pelo seu alto valor anti-inflamatório, anti-séptico e purificador do ar. Útil contra cãibras, dores musculares e de cabeça, afecções osteoarticulares, artrose e reumático. Ajuda a regular a produção hormonal actuando sobre as gândulas endócrinas.   

Dermatologia:  Não se lhe conhecem usos dermatológicos. Para tratamento de dores, o óleo deve ser diluido para evitar irritação cutânea. 

Psicologia: Detentor de um efeito calmante e sedativo, actua no alívio do stress, da ansiedade e da insónia.

Observações: Usar diluído a cerca de 3% em óleo carreador, quando aplicado na pele. Não usar em grávidas e crianças pequenas, nem em caso de asma brônquica, uma vez que pode provocar broncoespasmos. Pode ser conjugado com a maioria dos óleos essenciais, em particular o sândalo, o limão, o alecrim, o eucalipto, o patchouli e o cipreste. 

Curiosidades: Endémica da América do Norte, chegou à Europa pelas mãos dos colonizadores holandeses e ingleses no século XVII. No norte da Europa sempre predominou uma espécie afim, a Abies alba, enquanto no leste europeu encontramos sobretudo a A. nordmanniana, a par da A. cephalonica. Na Península Ibérica cresce espontaneamente a A. pinsapo, usado em Espanha em festas religiosas. De todas se extrai óleo essencial e terebentina, esta última a partir da resina, conhecida como «pez de Borgonha».

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