quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Bétula (Betula pendula)

Também conhecida pelo nome de vidoeiro, a cultura popular relaciona-a com a sabedoria e atribui-lhe valor apotropaico contra todo um catálogo de demónios. Esta caducifólia druídica faz-se notar principalmente no Inverno, não apenas pelo seu tronco prateado e esguio, mas pelas suas propriedades terapêuticas, às quais recorremos nos meses mais frios.  

Família: Betulaceae.

English Name: White Birch.

Origem: Europa, Canadá e EUA. Também produzido em Portugal.

Partes usadas: Ritidoma e gemas.

Aroma: Balsâmico e medicinal.

Princípios Activos: Ácido salicílico, salicilato de metilo, álcoois sesquiterpénicos, betulina, betulenol (álcool triterpénico), taninos, leucoantocianidinas, ácidos fenólicos, vitamina C, resina e sais minerais.

Propriedades: Anti-séptico, bactericida, antinflamatório, adstringente, antiespasmódico, analgésico, depurativo, rubefasciente, expectorante, anti-radicalar, colerético, relaxante muscular, descongestionante e diurético.

Fitoterapia Geral: Oriunda do frio, é no tratamento dos problemas relacionados com o frio que mais se faz notar o seu poder. Como rubefaciente e analgésico, este óleo proporciona o aquecimento dos membros frios e das áreas massajadas. Alivia o reumático, a artrite, as dores musculares, as frieiras e a fadiga física. Como diurético e anti-inflamatório é empregue no tratamento de cistites, infecções e litíases urinárias/renais e é um poderoso aliado na eliminação de toxinas, celulite e gordura localizada. Promove a imunidade a doenças contagiosas.

Dermatologia: Excelente tónico em peles oleosas e acneicas, trata dermatites, psoríase, ulcerações, eczemas, edemas e ferimentos. As folhas da bétula são usadas em remes refirmantes. Os extractos glicólicos são empregues em loções anti-envelhecimento. O óleo essencial é bastante usado em massagens de relaxamento, por proporcionar alívio da tensão e das dores musculares.

Psicologia: Proporciona bem-estar e ânimo, aliviando a fadiga física e mental. 

Observações: Embora não lhe seja conhecida toxicidade, é muito utilizado o óleo essencial de uma espécie norte-americana, a B. lenta, cujo uso excessivo pode tornar-se tóxico. O óleo essencial deve ser diluído à razão de 1 gota por colher de sopa de óleo carreador. Não usar em grávidas, lactantes e crianças pequenas. Pode ser conjugado com  maioria dos outros óleos.

Curiosidades: Na Finlândia, as folhas da bétula são usadas em substituição de chá preto. Da seiva desta árvore faz-se um vinho espumante. Há conhecimento do uso da sua madeira desde o Mesolítico. Ainda existe o hábito de mascar o seu ritidoma para eliminação da halitose e como analgésico, visto conter ácido salicílico, o princípio activo da aspirina. Esta árvore é das mais comuns nos bosques e margens ripícolas do norte de Portugal, a par dos carvalhos, castanheiros e faias.

Imagem: Flora von Deutschland, Osterreich und der Schweiz, Prof. Dr. Otto Wilhelm Thomé (1885-1905).

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