terça-feira, 1 de setembro de 2015

Melaleuca (Melaleuca alternifolia) - A Árvore do Chá

Espécie: Melaleuca alternifolia (Maiden & Betche) Chee

Divisão: Magnoliophytas

Classe: Magnoliopsidas
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Sinonímia: Não encontrada.
Nomes comuns: Tea tree, malaleuca, árvore-do-chá.
English name: Tea tree.
O seu nome botânico deriva do Grego e significa «preto e branco», assim chamada devido às cores do tronco de algumas das 250 espécies que este género comporta; mas foi sob a alcunha de «árvore-do-chá» que deu entrada no fragrante universo da Aromaterapia. 

Este microfanerófito australiano raramente ultrapassa os 7 metros de altura, ainda assim o suficiente para nos impressionar durante a floração, ou não fosse ele uma mirtácea, parente da árvore-de-fogo e do eucalipto. As suas flores exuberantes, brancas e repletas de estames longos, brotam na Primavera. A textura do seu tronco lembra a do papel, e o seu hábito, embora baixo, é frondoso e cria grandes sebes intransponíveis. As folhas são glabras, glandulosas e estreitas, pouco pecioladas e dispersas alternadamente ao longo dos ramos, dando a impressão de formarem verticilos. Das suas glândulas extrai-se o tão precioso óleo essencial, usado desde sempre pelos aborígenes como anti-séptico.

A partir da década de 1920, europeus e americanos viram neste óleo aromático um poderoso fármaco com notória acção antimicrobiana sobre os estafilococos. A partir de então, esta e outras espécies de Melaleuca começaram a aportar ao Velho Mundo e à América. Hoje encontramo-la sobre as arribas atlânticas, locais que certamente não estranham, habituadas que estavam às falésias de Queensland.

Ao chegar à região que viria a ser baptizada de «Nova Gales do Sul», o Capitão Cook ter-se-á servido de uma Melaleuca em substituição do chá. Contudo, nunca foi apurada a espécie exacta usada por este explorador britânico, o que nos faz pensar que actualmente podemos estar a chamar «tea tree» à malaleuca errada... 

Rico em 4-terpineol, limoneno, alpha-pineno e linalol, e com menos de 20% de cineol, o óleo essencial da M. alternifolia tem uma longa carreira na medicina popular, que começou nas suas longínquas terras de origem, onde as folhas esmagadas eram já empregues como anti-fúngico e antibacteriano para tratar problemas dermatológicos. Este uso teve continuidade na Aromaterapia, que dela se socorre para os mesmos fins. 

A M. cajuputi, mais conhecida por «cajepute», que comporta teores de cineol na ordem dos 60%, é por vezes usada no tratamento do acne e da psoríase, embora seja mais irritante para a pele. A M. viridifolia (M. quinquenervia), uma árvore cujo óleo essencial é chamado de «niaouli» e não pode nem deve substituir a M. alternifolia em aplicações dermatológicas, dado o seu elevado teor de cineol, apresenta igualmente grande valor terapêutico e tem sido empregue como fortalecedor do sistema imunitário, inclusivamente em pacientes com HIV.

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