terça-feira, 8 de setembro de 2015

Óleo Essencial de Verbena (Verbena officinalis)

Geralmente confundida com a sua parente americana, a lúcia-lima (Lippia triphylla), e com a lamiácea erva-cidreira (Melissa officinalis), a verbena é uma espécie endémica no sul da Europa, conhecida desde sempre pelas suas propriedades relaxantes e anti-sépticas, e citada por autores clássicos como Plínio, Dioscórides e Agrippa. Possuidora de inúmeras propriedades terapêuticas, apresenta, contudo, uma percentagem apenas residual de óleo essencial, na ordem dos 0,3%, o que faz deste um dos mais dispendiosos em Aromaterapia. Em alternativa, sugiro a carreação das partes aéreas floridas (secas) em óleo de grainha de uva ou girassol, para uso em massagens, e a sua infusão em cataplasmas oftálmicos e uso interno. 

Família: Verbenaceae.

English Name: Vervain.

Origem: Europa e EUA.

Aroma: Cítrico, herbal. 

Partes usadas: Partes aéreas floridas.

Princípios Activos: Predomina o citral. Contém limoneno, cineol, geraniol, verbeno, epoxicariofileno e espatulenol.

Propriedades: Anti-séptico, anti-tumoral, calmante, cardiotónico, vulnerário, febrífugo, tónico-uterino, antiespasmódico, antidepressivo, aperitivo, sedativo, hepatotónico, anti-inflamatório. 

Fitoterapia Geral: O óleo essencial de verbena é digestivo, anti-tumoral e tónico hepático, usado em caso de náuseas, flatulência, dispepsia, distúrbios hepáticos graves, problemas de vesícula, tumores, enxaqueca. Aumenta a capacidade de digestão de gorduras e reduz inflamações. 

Dermatologia: Podendo ser usada a planta em si, em substituição do seu óleo essencial, é útil no tratamento de tumores, inflamações, infecções orofaríngicas, inflamações oftálmicas, acne, pele oleosa (melhor quando usada a infusão da planta, por conter verbenalina, dotada de propriedades adstringentes e anti-inflamatórias). Também empregue como tónico capilar.   

Psicologia: Antidepressiva, é usada contra a insónia, stress, desmotivação e ansiedade.

Observações: Como estimulante uterina e emenagoga, a verbena deve ser evitada na gravidez, seja em tisanas ou na aplicação de óleo essencial. Favorável a quem sofra de hipertiroidismo, não pode ser usada em casos de hipotiroidismo, visto reduzir a actividade da tiróide.  Susceptível de causar fotossensibilidade, a pele não pode ser exposta ao sol após o seu uso. Conjuga-se bem com óleos cítricos, florais e herbais.

Curiosidades: Reputada como afrodisíaco, foi usada em amuletos e poções do amor, como nos reportam diversos herbalistas dos séculos XVI e XVIII. Hoje é amplamente utilizada pelas indústrias cosmética e perfumeira. 

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